PROJETO: O
Cordel e a História
PROFESSORA:
ALINE BROIO RODRIGUES VITORINO
OBJETIVO
GERAL
·
Criar coletivamente um poema de cordel, produzindo
um folheto ilustrado e apresentando-o oralmente para as outras turmas.
Objetivos Específicos
·Explicar
a Guerra de Canudos e o cangaço, inserindo-os no quadro socioeconômico e
político do sertão nordestino no início do regime republicano.
·Compreender
os limites da atuação política durante a Primeira Republica
·Compreender
o contexto de produção da literatura de cordel e reconhecer em exemplares do
gênero a estrutura básica de uma composição poética (tema, organização espacial
das palavras, verso, estrofe, rima, ritmo, métrica)
·Interpretar
recursos linguísticos empregados em textos poéticos, em especial a rima.
JUSTIFICATIVA
É difícil saber a origem
da literatura de cordel. Para alguns, ela existe desde a Antiguidade; para
outros, surgiu apenas durante a Idade Média, na Europa. Bastante popular, o
cordel era apresentado pelos trovadores, que recitam, de vila em vila,
histórias de feitos importantes. Com o tempo, as narrativas passaram a ser
transcritas em folhetos, que eram pendurados em cordas (daí o nome “cordel”) para
que as pessoas os lessem e comprassem.
Trazido pelos portugueses
durante o período colonial, o cordel se fixou no Nordeste, onde continua
presente até hoje. Os autores, chamados cordelistas, acompanham os versos com
musica e viola. As rimas e a música facilitam a memorização e a repetição.
Desde que apareceram, tivemos importantes cordelistas, como Leandro Gomes de
Barros (o primeiro cordelistas a publicar no Brasil), João Martins de Athayde,
Manuel Camilo dos Santos, Cego Aderaldo e Patativa do Assaré.
Geralmente os folhetos
trazem ilustrações em xilogravura. A linguagem é utilizada é popular, muito
parecida com a fala, e os temas variam bastante. Os cordéis podem tratar tanto
de feitos heroicos, de questões políticas ou sociais, quanto de pessoas conhecidas
e de assuntos do cotidiano.
Nos primeiros anos de
nossa república, o cordel era uma importante forma de comunicação entre a
população nordestina. Lampião e Padre Cícero foram alguns dos personagens
recitados pelos cordelistas.
Atualmente o cordel vem ganhando
visibilidade no cenário literário brasileiro devido à sua importância para a
compreensão da cultura do nosso país. A elaboração do cordel pelos alunos, além
de exercitar habilidades cognitivas, como a tradução de conteúdos de uma
linguagem para a outra, também proporciona um contato com a escrita muitas
vezes desvalorizada.
METODOLOGIA
Este projeto será desenvolvido através de leituras,
discussão de textos, trabalhos e pesquisas em grupos e composições poéticas. O
cordel, de raízes tanto portuguesas como nordestinas, alude a uma cultura
folclórica brasileira, por vezes ressaltando as agruras do sertão e, outras
exaltando os feitos de personagens e personalidades emblemáticas regionais brasileiras.
Dessa maneira, levando se em conta a pluralidade
cultural do país, pode-se discutir historicamente, o panorama de sertão
nordestino brasileiro, bem como das lutas históricas ocorridos na região.
Após os alunos pesquisarem sobre o cangaço e a
Guerra de Canudos, assistir vídeos relacionados aos conteúdos, pesquisarem
sobre os autores de cordéis nordestinos
com Patativa de Assaré.
Estudaremos o folclore, os costumes, enfim a
cultura nordestina. Para posteriormente trabalhar a produção do cordel com base
nas pesquisas realizadas.
CONTEÚDOS
·
Composição poética.
·
A República chega ao Brasil.
DISCIPLINAS
E TURMAS ENVOLVIDAS
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TURMAS
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DISCIPLINAS
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3ª
fase / 3º ciclo
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Língua
Portuguesa
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3ª
fase / 3º ciclo
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História
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CONCLUSÃO
Podemos
concluir que as pesquisas e discussões realizadas no decorrer do projeto
surtiram o efeito desejado. De forma que os alunos compreenderam a cultura
nordestina e o processo histórico da introdução republicana no Brasil.
Apesar
da dificuldade de entenderem a elaboração de versos com sete sílabas, tiveram
sucesso em estrutura-los em sextilhas ou décimas para a escrita do cordel.
Sendo capazes de usar os recursos da rima, seguindo as regras estabelecidas
para as diferentes modalidades de cordéis.
Durante
a produção, pode-se perceber que os alunos tiveram facilidade em relacionar-se
e debaterem sobre os processos históricos do tema escolhido, mantendo assim a
coerência com o tema. Mostraram-se capazes de produzir o folheto de cordel com
ilustração de capa a partir de sua criação coletiva.