- Quem é Emília Ferreiro?
- Qual a sua teoria?
- Quais são s níveis de alfabetização?
Emília Ferreiro é doutora em psicologia pela universidade de Genebra, onde teve a oportunidade de ser orientada por Jean Piaget. Suas pesquisas sobre alfabetização foram realizadas principalmente na Argentina país onde nasceu, enfocando como se deve ensinar a ler e a escrever desenvolvendo uma teoria sobre os níveis de alfabetização.
Defende que o caminho para reinventar a escrita são os mesmos para todas as crianças, independente da condição social, a partir da teoria de Piaget, que se considera que o sujeito cognoscente é aquele que busca o conhecimento e que busca ativamente compreender o mundo a sua volta. Para compreender a linguagem o sujeito formula hipóteses, busca regularidades, coloca à prova suas antecipações e cria sua própria gramática, imaginando ser compreensível por todos.
Segundo a autora, o professor deve estar consciente de todos os níveis estruturais da linguagem escrita que são: Pré silábico, intermediário I, hipótese silábica, hipótese silábica alfabética ou intermediário II e por fim alfabético.
* Nível I - Pré silábico: não estabelece vinculo entre a fala e a escrita, supõe que a escrita é uma forma de representar coisas, usando desenhos, garatujas e rabiscos para escrever, depois começa a traças letras e números, colocando misturados ao tentar escrever, não importa a quantidade de letras, usa letras do próprio nome.
* Nível II – Intermediário: começa a perceber a relação entre a escrita e a pronuncia, conhece e usa alguns valores sonoros.
* Nível III - Hipótese silábica: Já supõe que a escrita representa a fala, tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro convencional as letras, em frases pode escrever uma letra para cada palavra.
* Nível IV - Hipótese silábica alfabética ou Intermediário II: combina só vogais ou só consoantes, fazendo grafias equivalentes para palavras diferentes. Por exemplo: AO para gato, ML para mala.
* Nível V - Hipótese alfabética: compreender sua organização do sistema lingüístico, consegue ler e escrever ou expressar graficamente o que pensa ou fala, a criança escreve foneticamente e não graficamente.
Em cada nível a criança elabora suposições a respeito do processo de construção da leitura e escrita, baseando-se na compreensão que possui desses processos.
Os trabalhos desenvolvidos sobre as hipóteses de pensamento que a criança pode apresentar a respeito da linguagem escrita. Emília Ferreiro não propõe uma “nova pedagogia” ou um “novo método”, mas deixa claro que não é apenas um conhecimento de letras e das sílabas, mas a compreensão do funcionamento do código.
Nenhum comentário:
Postar um comentário