quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Projeto: O Cordel e a História


PROJETO: O Cordel e a História

PROFESSORA: ALINE BROIO RODRIGUES VITORINO

OBJETIVO GERAL

 

·         Criar coletivamente um poema de cordel, produzindo um folheto ilustrado e apresentando-o oralmente para as outras turmas.

 

Objetivos Específicos

·Explicar a Guerra de Canudos e o cangaço, inserindo-os no quadro socioeconômico e político do sertão nordestino no início do regime republicano. 

·Compreender os limites da atuação política durante a Primeira Republica

·Compreender o contexto de produção da literatura de cordel e reconhecer em exemplares do gênero a estrutura básica de uma composição poética (tema, organização espacial das palavras, verso, estrofe, rima, ritmo, métrica)

·Interpretar recursos linguísticos empregados em textos poéticos, em especial a rima.

 

JUSTIFICATIVA

É difícil saber a origem da literatura de cordel. Para alguns, ela existe desde a Antiguidade; para outros, surgiu apenas durante a Idade Média, na Europa. Bastante popular, o cordel era apresentado pelos trovadores, que recitam, de vila em vila, histórias de feitos importantes. Com o tempo, as narrativas passaram a ser transcritas em folhetos, que eram pendurados em cordas (daí o nome “cordel”) para que as pessoas os lessem e comprassem.

Trazido pelos portugueses durante o período colonial, o cordel se fixou no Nordeste, onde continua presente até hoje. Os autores, chamados cordelistas, acompanham os versos com musica e viola. As rimas e a música facilitam a memorização e a repetição. Desde que apareceram, tivemos importantes cordelistas, como Leandro Gomes de Barros (o primeiro cordelistas a publicar no Brasil), João Martins de Athayde, Manuel Camilo dos Santos, Cego Aderaldo e Patativa do Assaré.

Geralmente os folhetos trazem ilustrações em xilogravura. A linguagem é utilizada é popular, muito parecida com a fala, e os temas variam bastante. Os cordéis podem tratar tanto de feitos heroicos, de questões políticas ou sociais, quanto de pessoas conhecidas e de assuntos do cotidiano.

Nos primeiros anos de nossa república, o cordel era uma importante forma de comunicação entre a população nordestina. Lampião e Padre Cícero foram alguns dos personagens recitados pelos cordelistas.

Atualmente o cordel vem ganhando visibilidade no cenário literário brasileiro devido à sua importância para a compreensão da cultura do nosso país. A elaboração do cordel pelos alunos, além de exercitar habilidades cognitivas, como a tradução de conteúdos de uma linguagem para a outra, também proporciona um contato com a escrita muitas vezes desvalorizada.

 

 

 

METODOLOGIA

 

Este projeto será desenvolvido através de leituras, discussão de textos, trabalhos e pesquisas em grupos e composições poéticas. O cordel, de raízes tanto portuguesas como nordestinas, alude a uma cultura folclórica brasileira, por vezes ressaltando as agruras do sertão e, outras exaltando os feitos de personagens e personalidades emblemáticas regionais brasileiras.

Dessa maneira, levando se em conta a pluralidade cultural do país, pode-se discutir historicamente, o panorama de sertão nordestino brasileiro, bem como das lutas históricas ocorridos na região.

Após os alunos pesquisarem sobre o cangaço e a Guerra de Canudos, assistir vídeos relacionados aos conteúdos, pesquisarem sobre os autores  de cordéis nordestinos com Patativa de Assaré.

Estudaremos o folclore, os costumes, enfim a cultura nordestina. Para posteriormente trabalhar a produção do cordel com base nas pesquisas realizadas.

 

CONTEÚDOS

·         Composição poética.

·         A República chega ao Brasil.

 

 

DISCIPLINAS E TURMAS ENVOLVIDAS

TURMAS
DISCIPLINAS
3ª fase / 3º ciclo
Língua Portuguesa
3ª fase / 3º ciclo
História

 

 

 

CONCLUSÃO

Podemos concluir que as pesquisas e discussões realizadas no decorrer do projeto surtiram o efeito desejado. De forma que os alunos compreenderam a cultura nordestina e o processo histórico da introdução republicana no Brasil.

Apesar da dificuldade de entenderem a elaboração de versos com sete sílabas, tiveram sucesso em estrutura-los em sextilhas ou décimas para a escrita do cordel. Sendo capazes de usar os recursos da rima, seguindo as regras estabelecidas para as diferentes modalidades de cordéis.

Durante a produção, pode-se perceber que os alunos tiveram facilidade em relacionar-se e debaterem sobre os processos históricos do tema escolhido, mantendo assim a coerência com o tema. Mostraram-se capazes de produzir o folheto de cordel com ilustração de capa a partir de sua criação coletiva.


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